Adicionando um disco Raw Device Mapping em uma VM

Olá pessoal! tudo bem? hoje será demonstrado na prática uma forma de adicionar uma LUN seja usando a tecnologia SAN ou ISCSI diretamente em uma VM.

INTRODUÇÃO

Sobre o mapeamento de dispositivos Raw Device Mapping para vSphere 6.5

É um arquivo de mapeamento em um volume separado do VMFS, um volume de storage diretamente atachado a uma VM. O RDM contém metadados para gerenciar e redirecionar o acesso ao disco para o dispositivo físico. Como resultado, existe uma mescla na capacidade de gerenciamento do VMFS com o acesso ao dispositivo bruto. Ao invés de você criar um datastore e apresentar para um host ESXi, você apresenta a LUN para uma VM ou mais de uma VM.

Pense em um RDM como um link simbólico de um volume do VMFS para um LUN. O mapeamento faz com que as LUNs apareçam como arquivos em um volume do VMFS.

rdm_basic

Os passos consistem no seguinte:

  1. Faça as devidas configurações de zoneamento;
  2. Cri um volume no seu storage de preferência e apresente ao seu host ESXi;
  3. No host ESXi, verifique se o volume aparece, execute um rescan das HBAs do host;
  4. Crie ou use uma VM que esteja alocada no host que recebeu a LUN do passo 2 e crie um disco usando a opção RDM. Iremos fazer na prática mais adiante.

Exemplo de utilização do RDM:

  1. Quando você quer criar um snapshot, copia ou backup de um volume de storage para a máquina virtual;
  2. Em qualquer cenário de clustering do MSCS, as VMs usarem RDM em vez de vmdks compartilhados.

Dois modos de compatibilidade estão disponíveis para RDMs:

Compatibilidade virtual – O RDM funciona como um arquivo de disco virtual. O RDM pode usar instantâneos.

Compatibilidade física – O RDM oferece acesso direto ao dispositivo SCSI para aqueles aplicativos que exigem controle de nível inferior.

Benefícios do Raw Device Mapping

 

User-Friendly Persistent NamesFornece um nome amigável para um dispositivo mapeado.

Por exemplo: /vmfs/volumes/myVolume/myVMDirectory/myRawDisk.vmdk

Dynamic Name Resolution – Armazena informações de identificação exclusivas para cada dispositivo mapeado. O VMFS associa cada RDM a seu dispositivo SCSI atual, independentemente das alterações na configuração física do servidor devido a alterações de hardware do adaptador, alterações de caminho, realocação de dispositivo e assim por diante.

Distributed File Locking – Torna possível usar o bloqueio distribuído do VMFS para dispositivos SCSI brutos. O bloqueio distribuído em um RDM torna seguro usar um LUN bruto compartilhado sem perder dados quando duas máquinas virtuais em servidores diferentes tentam acessar o mesmo LUN.

File Permissions – Torna as permissões de arquivo possíveis. As permissões do arquivo de mapeamento são aplicadas no momento da abertura do arquivo para proteger o volume mapeado.

File System Operations – Torna possível usar utilitários do sistema de arquivos para trabalhar com um volume mapeado, usando o arquivo de mapeamento como um proxy.A maioria das operações que são válidas para um arquivo comum pode ser aplicada ao arquivo de mapeamento e são redirecionadas para operar no dispositivo mapeado.

Snapshots – Torna possível usar instantâneos da máquina virtual em um volume mapeado. Os instantâneos não estão disponíveis quando o RDM é usado no modo de compatibilidade física.

vMotion – Permite migrar uma máquina virtual com o vMotion. O arquivo de mapeamento atua como um proxy para permitir que o vCenter Server migre a máquina virtual usando o mesmo mecanismo que existe para migrar arquivos de disco virtual.

vMotion of a Virtual Machine Using Raw Device Mapping

vMotion of a virtual machine with an RDM file. The mapping file acts as a proxy to allow vCenter Server to migrate the virtual machine by using the same mechanism that exists for migrating virtual disk files.

SAN Management Agents – Torna possível executar alguns agentes de gerenciamento de SAN dentro de uma máquina virtual. Da mesma forma, qualquer software que precise acessar um dispositivo usando comandos SCSI específicos do hardware pode ser executado em uma máquina virtual. Esse tipo de software é chamado de software baseado em destino SCSI. Ao usar agentes de gerenciamento de SAN, selecione um modo de compatibilidade física para o RDM.

N-Port ID Virtualization (NPIV)

Torna possível usar a tecnologia NPIV que permite que uma única porta HBA Fibre Channel se registre na malha Fibre Channel usando vários nomes de portas mundiais (WWPNs). Essa capacidade faz com que a porta HBA apareça como várias portas virtuais, cada uma com seu próprio ID e nome de porta virtual. As máquinas virtuais podem reivindicar cada uma dessas portas virtuais e usá-las para todo o tráfego RDM.

ADICIONANDO UM DISCO RDM EM UMA VM

CENÁRIO USANDO DISCO COM COMPATIBILIDADE VIRTUAL.

Etapa 1 – Selecione a VM, Edit Settings, ADD NEW DEVICE.

Observação: Assumindo que o volume já está apresentado ao host, seja por ISCSI ou SAN.

2019-01-12_21-55-41

Etapa 2 – Em ADD NEW DEVICE, clique em RDM Disk.

2019-01-12_21-58-53

Etapa 3 – Em Select Target LUN, escolha o volume disponível e clique em OK.

2019-01-12_22-01-10

Etapa 3 – Em Edit Settings, Compatibility Mode, escolha mude para opção Virtual como na imagem abaixo e clique em OK.

2019-01-12_22-02-57

Etapa 4 – Verifique o disco criado na VM.

2019-01-12_22-05-44.jpg

CONCLUSÃO

O RDM é bastante legal e é um recurso poderoso que utilizado com sabedoria em casos específicos, pode ser mais do que útil quando você pensa em copiar dados da SAN em vez da rede TCP/IP. Temos dois modos de compatibilidade: virtual e físico. Um deles com suporte a snapshot na VM. Temos também vários benefícios desde a criação de VMs com SO Microsoft com RDMs compartilhados, a suporte a vmotion.

“Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito.”

Martin Luther King

 

 

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